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Thursday, August 7, 2014

CABO VERDE: Investidor suíço interessado em retomar produção de cimento

Um investidor de nacionalidade suíça está interessado em retomar a produção na cimenteira Cabocem do Porto Novo, ilha de Santo Antão, informou o jornal cabo-verdiano A Semana.

O jornal adiantou que o investidor, que trabalhou mais de 40 anos na Secil, empresa portuguesa que fornecia à cimenteira santantonense “clinker”, matéria-prima para a produção de cimento, reuniu-se durante a sua recente estada em Cabo Verde com os donos da Cabocem e com os representantes da Empresa Nacional de Portos (Enapor).

A Cabocem, instalada no Porto Novo há mais de 10 anos, produzia cimento “Portland” pozolânico (cinzas vulcânicas) em “big-bag” (1,5 toneladas) e sacos de 50 quilogramas.

Já na ilha do Sal a produção era de cimento “Portland” calcário, além de agregados hidráulicos diversos, todos certificados com a norma internacional EN 197-1.

Um contencioso com o governo de Cabo Verde, acusado pela empresa de não cumprir as suas obrigações, mais a crise internacional, obrigaram a unidade fabril a fechar as portas.

Monday, December 16, 2013

CABO VERDE: Empresa chinesa vai construir porto de águas profundas

A empresa China Road & Bridge Corporation (CRBC) vai construir um porto de águas profundas e um terminal de cruzeiros e reparar os estaleiros da Cabnave na ilha cabo-verdiana de São Vicente, anunciou na cidade da Praia a administração da empresa.
O anúncio foi feito no final de visitas ao presidente e ao primeiro-ministro de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca e José Maria Neves, respectivamente, nas quais foram apresentados os planos de reestruturação do porto do Mindelo e de reconversão do principal estaleiro de reparação naval do arquipélago.
A administração da China Road & Bridge Corporation, especializada em obras marítimas, indicou também ter sob sua responsabilidade a construção de várias infra-estruturas ligadas à economia marítima, “muito importantes” para a dinamização da economia da ilha de Porto Grande.
Sem avançar datas concretas para o arranque das obras nem os custos a elas associados, a empresa garantiu a “qualidade e eficiência” dos projectos, integrados no “Agrupamento do Mar” defendido pelo governo cabo-verdiano para transformar o Mindelo numa plataforma marítima logística no meio do oceano Atlântico.
O porto de águas profundas, um sonho que as autoridades cabo-verdianas mantêm desde a independência, em 1975, irá ajudar a fomentar o negócio de reparação naval e de apoio às frotas pesqueiras internacionais, prevendo-se também a instalação de um centro internacional de pescas.
Projectado para funcionar como centro de excelência em segurança marítima e investigação oceanográfica, o porto de águas profundas do Mindelo irá concorrer directamente com os de Dacar (Senegal) e de Las Palmas (Canárias, Espanha), quer a nível de preços, quer nas facilidades e serviços portuários.