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Friday, August 7, 2015

BRAZIL: Holcim e Lafarge anunciam detalhes sobre a proposta de desinvestimento de ativos no Brasil como parte do plano de fusão entre as empresas

Lafarge e Holcim anunciam hoje mais detalhes sobre a proposta de desinvestimento de ativos no Brasil, como parte da futura fusão entre iguais que dará origem à LafargeHolcim, o Grupo mais avançado e inovador na indústria de materiais de construção.

Como anunciado em 07 de julho de 2014, e para antecipar potenciais solicitações das autoridades antitruste, o Comitê de Desinvestimento conjunto acordou em propor ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) um pacote de ativos de alta qualidade, tanto da Holcim quanto da Lafarge, que inclui 3 fábricas integradas e 2 estações de moagem (com uma capacidade total de 3.6 milhões de toneladas de cimento), e uma usina de concreto, todas localizadas na região Sudeste do Brasil.

O Brasil é um mercado importante para o futuro Grupo LafargeHolcim e a companhia continuará comprometida com o país, atendendo os clientes com uma rede equilibrada de ativos nas atividades de cimento, agregados e concreto.

Os desinvestimentos propostos foram apresentados ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) no contexto de negociações pré-notificação e serão objeto de análise e discussões até que uma decisão final seja alcançada com a autoridade.

O processo de desinvestimento será realizado no âmbito dos processos sociais relevantes e do diálogo contínuo com órgãos de representação dos empregados, e será conduzido em paralelo às discussões com as autoridades antitruste e potenciais compradores. A efetivação do processo de desinvestimento está condicionada ao fechamento da fusão entre a Holcim e a Lafarge.

Como anunciado, a conclusão da futura fusão está prevista para o primeiro semestre de 2015, visando a criar o portfólio mais equilibrado e diversificado na indústria, operando em 90 países e gerando um valor superior para todos os seus stakeholders.

* Os ativos para desinvestimento incluem:

- Fábrica de cimento de Matozinhos, da Lafarge

- Fábrica de cimento de Arcos Jazida, da Lafarge

- Fábrica de cimento de Cantagalo, da Holcim

- Estação de moagem de cimento de Arcos Cidade, da Lafarge

- Estação de moagem de cimento de Santa Luzia, da Lafarge

- Usina de concreto de Pouso Alegre, da Holcim

Sobre a Holcim

Holcim é líder mundial na produção e distribuição de cimento e agregados (brita, cascalho e areia), assim como em outras atividades, incluindo concreto, asfalto e serviços relacionados. A companhia possui participação majoritária e minoritária em 70 países e em todos os continentes. Em 2013, Holcim registrou venda total superior a 19.7 bilhões de francos suíços. Graças às estruturas orientadas para o mercado, inovação dos produtos, qualificação da mão de obra e eficiência dos sistemas de gerenciamento ambiental, a Holcim detém forte posição no mercado hoje – e por anos à frente. Outras informações estão disponíveis no website da Holcim: www.holcim.com.

Sobre a Lafarge

Líder mundial em materiais de construção, com presença em 62 países e 64 mil empregados, o Grupo Lafarge registrou vendas de 15,2 bilhões de euros em 2013. Com posições de destaque em suas linhas de cimento, concretos e agregados, a Lafarge contribui para a construção de cidades em todo o mundo com soluções inovadoras para torná-las mais acessíveis, mais compactas, mais duráveis, mais bonitas e melhor conectadas. Com seu centro de pesquisa em materiais de construção pioneiro no mundo, a Lafarge coloca a inovação no centro das suas prioridades, trabalhando para a construção sustentável e criatividade arquitetônica. Informações adicionais estão disponíveis em www.lafarge.com.

Informações importantes

Este comunicado não constitui oferta para compra ou troca ou solicitação de uma oferta de venda ou troca de valores mobiliários de Lafarge ou em oferta para venda ou troca ou solicitação de uma oferta de compra ou troca de valores mobiliários da Holcim. Nenhuma das informações contidas neste comunicado é ou deve ser interpretada como garantia ou representação do desempenho futuro da Lafarge e da Holcim.

Declarações prospectivas

Este comunicado contém informações e declarações prospectivas sobre Holcim, Lafarge e sobre o negócio conjunto após a conclusão da transação proposta, as quais não foram submetidas a qualquer auditoria ou revisão independente. Declarações prospectivas são declarações que não são consideradas fatos históricos. Essas declarações incluem projeções financeiras assim como estimativas e suas respectivas premissas, declarações sobre plantas, objetivos e expectativas com relação às futuras operações. Embora as administrações da Holcim e da Lafarge acreditem que as expectativas expostas nestas declarações prospectivas sejam razoáveis, investidores e acionistas da Holcim e da Lafarge são alertados que tais declarações estão sujeitas a diversos riscos e incertezas, muitos dos quais difíceis de prever e além do controle da Holcim e da Lafarge, que podem provocar resultados e desdobramentos reais substancialmente diferentes daqueles expressos ou projetados nestas informações e declarações prospectivas. O futuro grupo formado entre Holcim e Lafarge pode não concretizar a totalidade dos benefícios da transação.

Friday, July 31, 2015

BRAZIL: Brazil gives cement firms 30 days to pay combined $934 mln fines

Brazil's antitrust watchdog, Cade, has ordered six cement makers named in a price-rigging case to pay a combined 3.1 billion reais ($934 million) in fines within a month in a landmark decision that also orders asset disposals.

Under the terms of the decision announced on Wednesday, the watchdog gave the companies a one-year deadline to reduce their installed capacity in the cement and concrete industries through asset sales. The decision was published in the government's official gazette.

According to Cade, which first issued a ruling in the case in May of last year, Votorantim Cimentos SA, Camargo Correa SA's Intercement Brasil unit, Itabira Agro Industrial SA and Cia de Cimentos Itambé SA, as well as Switzerland's Holcim Ltd and Cimpor Cimentos de Portugal SGPS SA colluded on pricing to force rivals out of the market.

The ruling, which followed an eight-year inquiry, follows cost overruns that dogged Brazil's preparations for last year's soccer World Cup as well as dozens of road, port and infrastructure projects across Latin America's largest country. The firms named in the case control about three-quarters of the domestic market for cement and concrete.

A series of studies by Cade showed evidence that several takeovers and asset swaps among cement companies during the 1990s and the 2000s were made to prevent rivals from entering the lucrative market.

The largest players in Brazil's cement industry tend to have strong market control in specific regions, increasing the potential for collusion. The number of cement producers in Brazil shrank to about 10 in 2011 from almost two dozen in the early 1990s.

Under terms of the ruling, Votorantim must pay 1.5 billion reais in fines and Cimpor 297 million reais. Cade fined Intercement Brasil 241 million reais, Itabira 411 million reais, and Holcim 508 million reais. Itambé must pay 88 million reais.

Some of the companies are challenging Cade's ruling in the courts. The companies could not immediately be reached for comment on the penalties announced Wednesday.

Cade also imposed sanctions on Abesc, an industry group representing concrete producers; ABCP, Brazil's Portland cement group; and SNIC, which represents local cement factories.

Votorantim is the largest producer of cement in Brazil, followed by Holcim, France's Lafarge SA and Camargo's Intercement. Holcim and Lafarge are negotiating a merger.

Friday, June 19, 2015

BRAZIL: Pecém receberá R$ 220 mi com nova fábrica de cimento

A crise econômica pode inibir o ritmo de investimentos por algumas empresas, mas outras apostam na adversidade para crescer e ampliar mercados para o futuro. É justamente o que está acontecendo com o Grupo Polimix, com sede em São Paulo, que desembarca no Ceará para investir R$ 220 milhões na construção de uma fábrica de cimento no Complexo Industrial e Portuário do Pecém. A informação foi revelada pelo Jornal Folha de São Paulo, edição desta terça-feira (16/06).

As negociações para a construção da fábrica, que depende nesse momento apenas de licença ambiental, foram abertas durante a gestão do então governador Cid Gomes e consolidadas nesses primeiros cinco meses da administração Camilo Santana (PT). Camilo recomendou aos secretários das áreas econômica e política agilidade e menos burocracia nas reuniões, conversas e articulações com as empresas interessadas em se instalarem no Ceará.

O Grupo Polimix projeta iniciar as obras de construção da fábrica de cimento no Pecém dentro de 10 a 12 meses. Do total de R$ 200 milhões de investimentos, o grupo projeto, na primeira etapa, investir R$ 140 milhões para produzir 900 mil toneladas por ano. Há uma segunda linha já prevista, que dobrará a capacidade da fábrica, com aporte de mais R$ 80 milhões.

Sem receio com o cenário econômico, o Grupo Polimix decidiu manter a expansão de olho na futura retomada do crescimento. Principalmente no Nordeste, há muita carência por obras de infraestrutura que demandarão grandes quantidades de cimento”, afirma o diretor José Antero dos Santos, ao revelar que a empresa avalia linhas do Banco do Nordeste para financiar de 60% a 70% dos recursos para o projeto.

Com a Polimix, o Pecém receberá a terceira fábrica de cimento – outras, a Votorantim e a Apodi (um dos sócios é o empresário Ivens Dias Branco, do grupo alimentício M. Dias Branco), já se instalaram no Complexo Portuário, o que o transforma, no entender do presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do Ceará (Adece), Ferrúcio Feitosa, em pólo cimenteiro. O cimento usa um subproduto da siderurgia, a escória obtida nos altos-fornos.

Wednesday, June 10, 2015

BRAZIL: Camargo pretende vender parte da cimenteira InterCement

Para levantar recursos, a Camargo Corrêa pretende vender parte de sua empresa de cimentos. A intenção do grupo é encontrar um sócio disposto a comprar de 10% a 18% da InterCement, de acordo com o jornal Folha de S.Paulo.

A fatia poderia render de R$ 2 bilhões a R$ 3,6 bilhões, segundo o jornal. A porcentagem ainda está em discussão no conselho de administração da companhia.

A InterCement é uma das maiores produtoras de cimento do mundo e a principal empresa do grupo hoje. Ela é dona de 40 fábricas pelo mondo e, no Brasil é a segunda maior do mercado de cimentos, atrás da Votorantim.

No ano passado, a empresa teve faturamento de 8 bilhões de reais. Hoje, a área de cimento responde por mais de 30% da receita da Camargo, que faturou R$ 26 bilhões no ano passado.

Em abril, a companhia estava avaliando opções para a InterCement. Na época, uma das alternativas era fechar algumas operações que não são lucrativas e pouco estratégicas.

Ela havia informado que estava cortando parte de seus investimentos para priorizar a redução de endividamento, que em 2014 era de 2,6 bilhões de reais.

Com a venda de 10% a 18% da divisão, a empresa poderá fazer novos investimentos, principalmente no exterior, em países como Moçambique, Paraguai e Egito, segundo a Folha.
Distância das obras públicas

De acordo com o jornal, a Camargo Corrêa pretende fortalecer a área de cimento, mudando seu perfil e reduzindo a presença no setor de obras públicas.

No começo de junho, a força-tarefa da Operação Lava Jato pediu a condenação de alguns dos principais dirigentes da empresa.

Eles foram presos em novembro de 2014 sob acusação de envolvimento com o cartel de empreiteiras que se apossou de contratos bilionários da Petrobras.

Tuesday, May 19, 2015

BRAZIL: Vendas da Cimpor baixam 5,3% e volume de negócios sobe

Quando considerado o volume de cimento e clínquer comercializado pela Cimpor no primeiro trimestre, Argentina e Portugal, segundo e terceiro mercados, respectivamente, deram os principais contributos à cimenteira, com subidas de 6,1% e 3,2%, mostra o comunicado da companhia revelado nesta quinta-feira. Os prejuízos agravaram-se nos primeiros três meses, passando de 10,8 milhões de euros, em Março de 2014, para 17,2 milhões em Março deste ano.

O grande travão para os resultados da Cimpor veio do principal contribuidor para as vendas, o Brasil, seguido do Egipto, quarto maior mercado, com quedas acima dos 12%, cada, o que baixou o volume total consolidado das operações para 6,793 milhões de toneladas. Valor abaixo dos 7,171 milhões transaccionados no período homólogo de 2014, representando uma quebra de 5,3% no volume de vendas de clínquer e cimento.

Melhor esteve o volume de negócios, a crescer 7,4%, para 636,6 milhões de euros, alicerçado no aumento generalizado dos preços médios. Apesar disso, o Ebitda acumulado caiu 7,2%, para 123,4 milhões de euros, resultando numa margem de 19,4%, "referência entre principais cimenteiras de perfil internacional", lê-se no comunicado da Cimpor.

A cimenteira refere a subida do mercado português, "após um longo período de decréscimo no consumo", destacando o crescimento da procura no mercado interno, ao mesmo tempo que manteve a capacidade exportadora. Na Argentina, onde confirmou a liderança, segundo os dados por si revelados, o mercado superou as expectativas.

Já no Brasil, "contracção da economia" e "constrangimentos hídricos" reflectiram-se, segundo o comunicado da empresa detida pela Camargo Correa, no mercado da construção e na procura de cimento. O aumento do preço da energia afectou o Ebitda, assinala a Cimpor.

O activo está nos 6.779 milhões de euros, enquanto a dívida líquida ascende a 3.522 milhões. A Cimpor destaca ainda a ajuda dada pelas alterações cambiais.

Monday, May 18, 2015

BRAZIL: Vendas da Votorantim Cimentos recuam 4,5% no 1º trimestre

Cimenteira é afetada pela paralisação de obras de infraestrutura e pela desaceleração do mercado imobiliário

A Votorantim Cimentos registrou queda de 4,5% nas vendas no primeiro trimestre, reflexo da desaceleração da economia, que afetou o mercado imobiliário e estancou as obras de infraestrutura. As perspectivas para o ano de 2015 não são nada animadoras para o setor. Walter Dissinger, presidente da maior cimenteira do País, prevê recuo nas vendas totais em linha com o comportamento dos primeiros três meses no fechamento do ano.

Com um mercado estimado em cerca de 70 milhões de toneladas anuais, 75% do consumo de cimento do País vai para o setor de edificações e outros 25% para infraestrutura. A Votorantim responde por um terço da produção nacional.

Apesar de o movimento de desaceleração do mercado, o executivo não prevê mudanças nos planos de expansão do grupo dentro e fora do País. A expectativa é manter os aportes em 2015 em R$ 1,4 bilhão. Entre este ano e 2018, a companhia vai investir R$ 5 bilhões, que serão direcionados a cinco fábricas no Brasil, uma na Turquia e uma na Bolívia. Depois de expandir nas regiões Sul e Sudeste nos últimos anos, Norte e Nordeste serão o novo vetor de investimentos do grupo.

Nem mesmo a decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que condenou o grupo, junto com outras cimenteiras, de formação de cartel, deve afetar os planos da companhia. Dissinger afirmou que o grupo, multado em R$ 1,6 bilhão, “discorda da decisão do órgão antitruste”.

A paralisação dos projetos de infraestrutura, sobretudo neste ano, após os escândalos na Lava Jato, operação que investiga esquema de corrupção na Petrobrás, prejudica ainda mais o setor de cimentos. “Grandes obras estão com o cronograma de licitações atrasado, como o da usina hidrelétrica de Tapajós, a expansão do Rodoanel e a rodovia BR-153. Se os projetos de infraestrutura fossem retomados, as indústrias não sentiriam tanto”, afirmou o executivo.

Para atravessar esse momento de crise, a cimenteira está focada em um programa de redução de custos, com aumento de produtividade. No Brasil, são cerca de 60 unidades de cimento e 100 centrais de concreto. A companhia tem operado com 82% da capacidade nas unidades no País. A meta é encerrar 2015 com uma redução de 5% dos custos fixos. A empresa não prevê queda do faturamento, uma vez que está reajustando os preços de seus produtos.

A companhia também adotou novo modelo comercial de negócios, realinhando a empresa em quatro segmentos -autoconstrução/varejo, imobiliária, industrial e infraestrutura, para dar maior agilidade à operação. Com 16 mil trabalhadores no mundo, o grupo emprega no Brasil 9 mil funcionários. No ano passado, cerca de 600 postos foram cortados por causa das dificuldades atuais.

Captação. Em maio, a companhia concluiu captação de € 500 milhões no mercado europeu, a primeira operação de emissão de dívida de empresa brasileira depois dos problemas envolvendo a Petrobrás, que atrasou a divulgação de seu balanço.

Desaceleração

R$ 43,39 foi a cotação da ação da Fibria no fechamento da BM&FBovespa ontem; ao longo de 12 meses, a valorização do papel da companhia chega perto de 100% 1,7 milhão será a capacidade de produção, em toneladas, da nova linha de produção em Três Lagoas (MS) R$ 163 mi foi o lucro da Fibria em 2014 

“Se os projetos de infraestrutura fossem retomados, as indústrias não sentiriam tanto o impacto (da crise econômica).” 

Wednesday, May 13, 2015

BRAZIL: Assinatura de protocolo vai ampliar Terminal do Porto de Cabedelo

Governo assina protocolo com empresas para ampliação do Terminal do Porto de Cabedelo

O Governo do Estado, por meio da Companhia Docas da Paraíba, assina, nesta quarta-feira (13), às 16h, na sede do Porto de Cabedelo, o protocolo de intenções para a construção do Terminal de Múltiplos Usos (TMU) em parceria com 2 empresas do setor privado, a Marlog – Marajó Logística e Serviços Ltda e o Grupo português Mota-Engil.

O investimento total corresponde a R$ 450 milhões. Com o Terminal, o Porto será ampliado, compreendendo a construção de uma área para movimentação de cargas que vai ocupar aproximadamente 100.000m². Dentro desse complexo portuário, serão construídos ainda dois novos berços de atracação com 600 metros de cais.

O presidente da Companhia Docas da Paraíba, Lucélio Cartaxo, destacou a posição privilegiada do Porto para as operações marítimas e avaliou a importância da ampliação para a estrutura competitiva. “De fato, o que muda é a capacidade operacional, pois estaremos duplicando a estrutura portuária. Com a conclusão da obra, o terminal estará apto a operar 1.600 contêineres e uma dinâmica de 115 mil TEUs ao ano”, adiantou.

Um TEU é a capacidade de carga de um contentor marítimo normal de 20 pés de comprimento, por 8 de largura e 8 de altura. No entanto, a altura pode variar de 4,25 pés (1,30m), 8,5 pés (2,6m) e até 9,5 pés (2,9m).

Gilmara Temóteo, vice presidente da Companhia Docas, ainda ressaltou a importância do empreendimento: “Servirá de estímulo econômico para toda região Nordeste, proporcionando um apoio logístico para empresas paraibanas e de estados vizinhos que dependem do escoamento de sua produção, além de cumprir as vocações portuárias de Cabedelo com total fidelidade ao plano de desenvolvimento e zoneamento do complexo portuário”.

Sobre o TMU – Essa nova estrutura vai possibilitar também a gestão de exploração de medição de cargas e descargas, guindastes, empilhadeiras, moegas, balanças, cargas soltas e de projeto, além de se tornar apto a atuar como depositário desses volumes e gerenciar a movimentação de cargas, veículos e operações portuárias.

A expectativa é que possa gerar cerca de 300 empregos diretos durante a sua fase operacional e mais 300 indiretos durante as obras de implantação do empreendimento. Como contrapartida, o grupo de empresas completará a dragagem de aprofundamento do canal de acesso e bacia de evolução do Porto de Cabedelo para a cota de 11 metros de profundidade, bem como vai realizar a manutenção das ruas de acesso ao TMU.

Durante a solenidade de assinatura, estarão presentes representantes de operadores portuários, arrendatários e de órgãos que fiscalização a ação portuárias, tais como, Polícia Federal, Receita Federal, Anvisa, Fecomércio, Fiep, CDL, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ministério do Trabalho, Capitania dos Portos da Paraíba, além de sindicatos da categoria.

Entre os principais clientes do Porto de Cabedelo estão as empresas Milenium, Elizabeth Cimentos, Lafarge, Cimento Nassau, Ambev, Coteminas, Cimento Mizú e Brennand Cimentos.

Sobre o Porto – O Porto de Cabedelo está localizado em uma das melhores opções logísticas do Nordeste, estendendo sua área de influência para além das divisas. Atualmente, o Porto conta com um Cais de 602 metros de extensão; calado homologado de 9,14 metros; silagem para 100 mil toneladas de grãos, 14.000m² de armazéns cobertos e 18.000m² de pátio.

Monday, May 4, 2015

BRAZIL: Semapa adquire 50% da Supremo Cimentos por 290 milhões de reais

A Semapa e a Secil, através da sua participada brasileira, celebraram um contrato com vista à aquisição de 50% da empresa brasileira Supremo Cimentos. Com esta aquisição, as empresas passam a "deter indirectamente a totalidade do capital social da Supremo".

"A nossa participada de direito brasileiro, N.S.O.S.P.E. Empreendimentos e Participações, detida em conjunto pela Semapa e pela Secil - Companhia Geral de Cal e Cimento, celebrou um contrato com vista à aquisição da participação de 50% do capital social da sociedade de direito brasileiro Supremo Cimentos detida por terceiros", revelou a Semapa em comunicado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários, acrescentando que com "esta aquisição a Semapa e a Secil passarão a deter indirectamente a totalidade do capital social da Supremo".

A aquisição ascende a 290 milhões de reais (cerca de 90,9 milhões de euros) e está dependente "da verificação de um conjunto de condições precedentes usuais em operações similares"

A Supremo, sedeada no Sul do Brasil, no Estado de Santa Catarina, concluiu, recentemente, a construção de uma nova fábrica integrada de clínquer e cimento, em Adrianópolis, no Estado do Paraná.

"Com o início de actividade desta nova unidade produtiva, que começou agora a operar, a totalidade da capacidade de cimento instalada da Supremo atinge os dois milhões de toneladas", refere o mesmo comunicado.

Thursday, April 30, 2015

BRAZIL: Santo Amaro: construção de indústria de cimento deve iniciar em 2016

O diretor de Projetos da Companhia Industrial de Cimento Apodi, Túlio da Silva Pinto, passou detalhes da instalação da terceira fábrica do grupo no Brasil, que será instalada em Santo Amaro das Brotas, durante uma reunião no município. Ele se reuniu com o prefeito Luís Herman (Chileno) e secretários municipais para passar todas as informações do andamento do projeto, que foi confirmado no ano passado graças a uma intermediação do governador Jackson Barreto (PMDB).

Ele explicou que um dos fatores que levou o grupo a trazer esse investimento para Sergipe foi o fato de Santo Amaro possuir uma grande reserva de calcário com melhor qualidade para fabricação de cimento. “A questão de trazer pra um município que hoje é carente de recursos, diferente de uma prestadora de serviços, uma indústria vem pra ficar. A fábrica que vai ser instalada na cidade tem uma vida não menor do que 200 anos. Existe o recurso minerário aqui que vai possibilitar essa durabilidade”, destacou o engenheiro da Apodi.

Segundo Túlio, a indústria vai gerar 500 empregos diretos e outros 1.500 indiretos. As vagas serão distribuídas em 20% para engenheiros (nível superior), 50% para nível técnico e 30% para nível médio. “Durante a implantação será gerado em torno de 2.500 empregos. Depois de funcionar, fora os 500 empregos diretos, existe todo um fomento do município pra transporte, alimentação e hospedagem. Isso gera cerca 1.500 empregos indiretos”, explicou.

O município receberá uma fábrica muito maior que a do Ceará. Para Túlio, Sergipe será consolidado como o maior produtor de cimento do Nordeste após a instalação da nova unidade. “Vai transformar Sergipe e transformar Santo Amaro num período de 5 a 10 anos em um dos municípios mais prósperos de Sergipe. Além de agregar ao Estado escolas profissionalizantes, pois a fábrica vai demandar que esse pessoal seja profissionalizado. E eu tenho certeza que vai trazer de volta pra casa aquelas pessoas nascidas e criadas aqui e que estão trabalhando hoje em outros lugares por não ter aqui possibilidade de emprego”.

PROSPERAR

A previsão é de que a fábrica gere cerca de R$ 20 milhões de impostos para o município, isso quer dizer que com a implantação da Apodi, a receita da cidade irá triplicar. “Com todas as crises que hoje estamos passando, Santo Amaro vê uma luz no fim do túnel. Estamos implantando indústrias, como essa fábrica da Apodi, que deverá daqui a quatro anos colocar Santo Amaro como a terceira cidade mais rica do Estado. Isso é um orgulho para mim como prefeito ver Santo Amaro, que tem 371 anos, receber pela primeira vez uma indústria”, destacou, orgulhoso, Chileno.

“Esse é um sonho de décadas, o sonho de ter uma indústria, de empregar seus filhos, de empregar seus netos, suas esposas. Essa indústria será como forma de um futuro melhor para o povo, também estará gerando empregos próprios e impostos para a cidade. Assim poderei dar uma melhor vida para o povo de Santo Amaro, uma qualidade melhor, uma segurança melhor, uma saúde melhor, educação melhor e uma parte social que todo mundo espera com igualdade para todos”, completou o prefeito.

Chileno destacou o papel fundamental de Jackson Barreto, que conseguiu convencer o proprietário do grupo a tirar da Bahia e trazer para Sergipe sua terceira fábrica. “Agradeço ao nosso governador por todo esforço que tem feito para nos ajudar. O município está ciente da importância dele politicamente para trazer essa indústria para Santo Amaro. Falando pelo povo, agradecemos ao governador por lembrar da nossa pequena cidade, tão antiga e tão abandonada. O progresso está chegando e iremos vencer a crise com trabalho, e é isso que estamos fazendo”, finalizou Chileno.

BRAZIL: Lava Jato pode empurrar Cimento Tupi para "default"

As investigações da Operação Lava Jato já levaram duas empresas a pedirem recuperação judicial.

Agora, as negociações com os títulos de dívida da Cimento Tupi AS no exterior mostram o risco de que ela seja a próxima a seguir no mesmo caminho.

Os títulos em dólar da empresa que somam US$ 185 milhões e 2018 tiveram queda no seu valor de 70 por cento neste ano, puxados principalmente pela contaminação indireta de acusações de pagamento de propina em troca de contratos de construtoras com a Petrobras.

A 27 centavos de dólar, o valor dos papéis indica que credores estão se preparando para um eventual default da Tupi no pagamento de juros previsto para o dia 11 de maio, de acordo com a Galloway Gestora de Recursos e a Bulltick LLC.

O caso da Tupi é um símbolo do dano indireto causado pela investigação em um momento em que a economia do Brasil passa por dificuldades.

Após o início da Operação Lava Jato, a Galvão Engenharia SA e a OAS SA deixaram de pagar juros de títulos de dívida e entraram com pedido de recuperação judicial por alegada dificuldade de acesso a crédito.

“Podemos definitivamente ver um cenário de contágio no Brasil quando se trata de empresas de construção civil e segmentos relacionados a ela”, disse Patrik Kauffman, gerente de recursos da Solitaire Aquila Ltd., Zurique.

Cesar Lage, diretor financeiro da Tupi, não respondeu a mensagem telefônica e a e-mail pedindo comentários sobre a queda no preço dos títulos e sobre o pagamento previsto para os cupom da dívida.

‘Tempestade perfeita’

A Tupi, que tem sede no Rio de Janeiro, tinha R$ 9,4 milhões (US$ 3,18 milhões) em caixa e equivalentes de caixa em dezembro, segundo dados da empresa.

A Fitch Ratings reduziu o rating da Tupi para CCC, oito níveis abaixo de junk (grau especulativo), no dia 20 de março, mencionando os baixos níveis de caixa da companhia.

“Houve uma tempestade perfeita no cenário do crédito no Brasil após” a investigação da Petrobras, disse Jay Djemal, analista da Fitch, de Chicago. “Elas têm uma grande restrição da capacidade de refinanciamento por meio de um número diversificado de fontes”.

Empréstimos para o setor da construção em geral secaram depois que a Petrobras proibiu 27 empreiteiras citadas na Lava Jato de apresentarem ofertas para novos contratos.

No início deste mês, o Grupo Schahin, que tem operações nos setores de construção, engenharia e petróleo e gás, também procurou proteção contra credores para 28 de suas empresas no Brasil.

Os US$ 651 milhões em bonds com vencimento em 2022 e emitidos por uma de suas unidades financeiras despencaram cerca de 45 por cento neste ano, para 44,5 centavos de dólar.

Perspectiva de crescimento

A Schahin, a Galvão Engenharia e a OAS negaram as acusações contra elas.

Os bonds da Tupi agora têm um yield 60,55 pontos porcentuais maior do que os títulos do Tesouro dos EUA -- bastante acima do limite dos títulos considerados na faixa “distressed”, segundo dados compilados pela Bloomberg.

“O mercado já está dizendo à empresa o que fazer”, que é reestruturar, disse Ulisses de Oliveira, gestor de portfólio da Galloway Gestora de Recursos em São Paulo, por e-mail.

O que agrava ainda mais a falta de financiamento de empresas como a Tupi é a contração esperada para a economia do Brasil, que deverá ser a maior em 25 anos.

“Essa empresa definitivamente pode ser vista como outra vítima dos principais problemas pelos quais o Brasil está passando”, disse Klaus Spielkamp, chefe de vendas de renda fixa da Bulltick LLC, de Miami.

Thursday, April 23, 2015

BRAZIL: Segunda indústria de cimento no Tocantins vai se instalar em Palmeirópolis

O Tocantins deverá receber ainda neste ano sua segunda indústria de cimento. Depois da Votorantim, que se instalou em Xambioá em 2009, o grupo de empresários chineses Zhonggang Construction, através de concessão, vai explorar uma mina de calcário para a produção de cimento no município de Palmeirópolis, região sul do Estado.

As negociações para a instalação do empreendimento já iniciaram e empresários do grupo devem ser recebidos em maio pelo governador Marcelo Miranda (PMDB).

O secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo do Estado (Sedetur), Eudoro Pedroza, se reuniu com os empresários na última quinta-feira, 9, onde discutiram a política mineral do Tocantins e os respectivos incentivos fiscais para o setor. As informações são necessárias para munir de dados os empresários, antes da sua visita programada ao Estado no próximo mês.

O deputado estadual Ricardo Ayres (PSB) que participou da reunião entre o governo e os empresários chineses, destaca os benefícios do novo negócio para Palmeirópolis e o Tocantins. "Vai gerar emprego e renda para os palmeiropolenses e, consequentemente, contribuir para o desenvolvimento do município e do próprio Estado", ressaltou o parlamentar.

Também participaram da reunião o prefeito de Palmeirópólis, Fábio Vaz (PSD), o vereador de Palmeirópolis, Alex Martins (PMDB) e o diretor de Geologia e Mineração da Sedetur, Sérgio Taveira de Camargo.

Atualmente, a unidade de Votorantim Cimentos em Xambioá produz cerca de 400 mil toneladas de cimento por ano, com a utilização da mão-de-obra de 600 trabalhadores. A Votorantim produzirá cimentos em Xambioá por um período aproximado de 50 anos, quando se esgotará a reserva de calcário, estimada em cerca de 50 milhões de toneladas.

BRAZIL: InterCement, da Camargo, avalia fechar unidades de concreto

A InterCement, divisão de cimento do grupo Camargo Corrêa, deve decidir nesta semana o futuro de sua divisão de concreto, apurou o jornal O Estado de S. Paulo com fontes familiarizadas com o assunto.

A companhia vai definir qual a melhor estratégia a ser adotada para essa divisão, que tem 40 unidades no País.

Uma das alternativas é fechar algumas operações que não são consideradas lucrativas e pouco estratégicas para a companhia, de acordo com as mesmas fontes. Não há, contudo, intenção de fechar a divisão.

Envolvido na Operação Lava Jato, que investiga esquema de corrupção na Petrobras, o grupo Camargo Corrêa é o segundo maior produtor de cimento do País, atrás da Votorantim Cimentos.

A InterCement é líder de segmento na Argentina, atua em Portugal e tem posições relevantes em países da África.

Uma reunião para discutir os rumos estratégicos dos negócios da InterCement está prevista para ocorrer até sexta-feira, 24, apurou o jornal O Estado de S. Paulo. Procurada, a companhia não se manifestou oficialmente sobre o tema.

A produção anual de cimentos no Brasil está estimada em 70,8 milhões de toneladas.

Do total, 20% são negociados pelas cimenteiras para a produção de concreto, segundo fontes de mercado.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo no início do segundo semestre do ano passado, a InterCement havia informado que estava cortando parte de seus investimentos para priorizar a redução de endividamento, que àquela época era de 2,5 bilhões.

A companhia encerrou o ano passado com endividamento de 2,6 bilhões, recuo de 0,8% em relação a 2013.

O lucro líquido no período caiu 68,8%, para 50,1 milhões.

A produção total de cimento atingiu 30 milhões de toneladas, das quais 12,6 milhões no Brasil, e a de concreto 4,5 milhões de metros cúbicos.

O grande salto da companhia nesse setor ocorreu após a compra da portuguesa Cimpor, em 2012.

"Com o boom da economia, as cimenteiras investiram em unidades de concreto para melhoria de processos em obras. É muito comum que, nas grandes obras, o concreto seja produzido no próprio local (com a mistura de cimento, água e brita). Esse mercado também enfrenta a concorrência de pequenas empresas”, disse outra fonte.

Marcha lenta

A desaceleração da economia brasileira deve afetar o mercado de cimentos e concreto no País, por causa da baixa demanda por obras no mercado imobiliário e de infraestrutura.

Atualmente, 75% do consumo de cimento e concreto é destinado para edificações em geral e o restante para infraestrutura.

O último boom vivido pelo setor ocorreu entre 2003 e 2012, quando a produção saltou de 35 milhões de toneladas para 69 milhões de toneladas, segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (Snic). Em 2013, a produção ficou em 71 milhões de toneladas.

Os dados de 2014 ainda não estão fechados, pois o Snic não pode mais divulgar dados mensais consolidados por decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) associada às suspeitas de cartel no setor.

Porém, a expectativa é de que a produção do setor recue, caso a crise econômica perdure.

O primeiro grande impulso das cimenteiras ocorreu entre 1969 a 1980, saltando de uma produção de 9 milhões de toneladas para 27 milhões de toneladas.

Depois de um longo período de estagnação, o setor cresceu entre 1994 até 2000, puxado pelo Plano Real.

Como a expectativa atual é de novo retrocesso, parte das cimenteiras locais poderá rever planos de expansão. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Monday, March 30, 2015

BRAZIL: Ceará vai receber duas novas fábricas do grupo Votorantim

O Governo do Ceará e o grupo Votorantim Cimentos firmaram parceria para a construção de duas novas fábricas no estado. Os empreendimentos, que foram apresentados por diretores da empresa nesta terça-feira (24) em reunião com o governador Camilo Santana, serão localizados em Sobral e São Gonçalo do Amarante, no Pecém.

Batizadas de Sobral II e Pecém II, o total de investimentos nas empresas será de R$ 969 milhões, sendo R$ 769 milhões na indústria da Região Norte e R$ 200 milhões na companhia da Região Metropolitana de Fortaleza.


A previsão, segundo a empresa, é de início das obras em maio de 2015, em Sobral, e julho deste ano, no em São Gonçalo do Amarante. O Estado do Ceará oferecerá infraestrutura (estrada de acesso às indústrias e linha de transmissão de energia), além de benefício fiscal. "Estou muito satisfeito com esses novos empreendimentos. Nós temos o compromisso de gerar emprego e renda para a população de todo o Ceará, com políticas de interiorização do desenvolvimento. Esse já é um primeiro passo para isso", disse o governador.

As empresas, juntas, terão 1.200 novos postos de trabalho, com geração de renda anual de aproximadamente R$ 7 milhões. Além disso, serão 1.600 empregos temporários gerados durante as obras. Nas comunidades locais, a Votorantim Cimentos realizará cursos técnicos em parceria com as prefeituras e entidades como o Senai para a preparação de mão-de-obra.

As empresas Sobral I e Pecém I, que estão em operação, produzem atualmente cerca de 3 milhões de toneladas de cimento por ano e geram aproximadamente 2 mil empregos diretos e indiretos
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BRAZIL: Supremo Cimento expande marca e conquista novos mercados

Empresa catarinense participou pela primeira vez da maior feira de construção civil da América Latina, que ocorreu na última semana em São Paulo (SP). A participação no evento, segundo o diretor comercial da companhia, Evanilton Braga, veio ao encontro do planejamento de crescimento da Supremo, que inaugura no fim de março uma nova unidade em Adrianópolis (PR) e busca ampliar a representatividade da marca no mercado brasileiro.

Mais de mil marcas expostas em um espaço de 85 mil metros quadrados movimentaram o Anhembi, em São Paulo (SP) nos dias 10 a 14 de março. A participação na Feicon, voltada para o público ligado á construção civil, foi aposta também da Supremo Cimento, de Pomerode (SC) que pela primeira vez participou como expositora da feira.

A principal vantagem desse evento, segundo Evanilton Braga, diretor comercial da companhia, foi a possibilidade de expansão dos negócios. Durante a feira os executivos da Supremo tiveram a oportunidade de prospectar novos clientes e mostrar para todo o país a força da companhia. “No fim do mês iremos inaugurar nossa nova fábrica em Adrianópolis (PR), que contará com capacidade produtiva de 1,7 milhão de toneladas ao ano. Com isso iremos ampliar os negócios para o Sudeste, principalmente São Paulo. A Feicon foi fundamental para abrirmos este caminho”, explica.

Hoje a Supremo atua no limite da sua capacidade produtiva, que é de 400 mil toneladas ao ano. Com o novo empreendimento, a companhia espera um crescimento de 400% nas vendas. Fundada em 2003, a empresa passou a contar com investimento estrangeiro com a venda de 50% do capital para o grupo português Secil, em 2011. Além da estrutura, a Supremo apresentou durante a Feicon o seu mix de produtos, que engloba os cimentos tipo P II-Z-32, CP IV-32 RS, CP V-ARI e CPB-40.

Thursday, March 12, 2015

BRAZIL: Aumento de custos reduzem lucro da Votorantim Cimentos em 2014

Aumentos nos custos e nas despesas operacionais e financeiras reduziram o lucro líquido da Votorantim Cimentos em 18% em 2014, para R$ 1,08 bilhão. Nas demonstrações financeiras publicadas hoje, a administração da empresa, que é de capital fechado, informa que “em alguns dos mercados de atuação, especialmente no Brasil, a empresa enfrentou um cenário desafiador, refletido pelas sucessivas quedas das projeções de crescimento ao longo do ano para os mercados imobiliário de São Paulo e de construção civil”. 

A receita líquida consolidada aumentou 6,1% em relação ao ano anterior, para R$ 12,9 bilhões, ajudada por reajustes de preços “em quase todas as operações, com exceção da Espanha e da América do Norte”. 

Entretanto, o custo cresceu mais, por conta de aumento dos gastos com frete, energia elétrica e benefícios a empregados, “devido à adequação de estrutura de pessoal dentro do aprimoramento do modelo de governança”. 

As despesas operacionais cresceram 26% e as financeiras (líquidas), 83%. O lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda, em inglês), uma medida não contábil, totalizou R$ 3,5 bilhões, estável diante de 2013, com margem de 27,1%, comparada a 28,9% no ano anterior. 

O aumento do Ebitda nas operações da Europa, África e Ásia compensou parcialmente a queda no Brasil, resultado de menores volumes de vendas, e na América do Norte, por conta do inverno rigoroso que aumentou os custos de produção na região, segundo a empresa. 

Cade 

Em maio, O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) condenou a Votorantim a multa de R$ 1,6 bilhão e alienação de 20% dos ativos da companhia de prestação de serviços de concretagem no Brasil, entre outras punições, em julgamento sobre formação de cartel que envolveu empresas e associações do setor.

A companhia informou numa nota explicativa do balanço que apresentou recursos administrativos e que, até o julgamento desses recursos, a decisão do Cade não surtirá efeitos legais. 

A empresa “não concorda com nenhuma das acusações que lhe foram feitas e pretende recorrer da decisão também na esfera judicial no momento oportuno”. No entanto, classificou a probabilidade de perda nesse processo no judiciário como “possível”. Em 31 de dezembro, o valor atualizado em disputa era de R$ 665,7 milhões.

Wednesday, March 11, 2015

BRAZIL: Empresa Cimento Tupi reafirma compromisso de investimentos de R$915 mi no PR

Em reunião na secretaria de Planejamento, o diretor-presidente da empresa Cimento Tupi, Merck Marra Júnior, reiterou o compromisso de investir R$ 915 milhões na construção de uma fábrica em Adrianópolis, no Paraná.

Acompanhado da diretora financeira, Andréa Junqueira e da assessora de meio ambiente, Lela Curt Bettega, o representante da empresa aproveitou a oportunidade para solicitar o apoio do governo para questões como a instalação da energia elétrica, fibra ótica, melhora da infraestrutura rodoviária na região e agilidade nos processos de licenciamento.

O secretário Silvio Barros se comprometeu a estudar alternativas de melhoras do sistema de rodovias e a equipe da secretaria atuará junto à Copel para resolver a situação da energia. Silvio Barros também destacou o impacto que a instalação da fábrica trará para a comunidade da região. “É preciso pensar em questões como saúde, segurança e educação. Imediatamente temos que pensar em formas de qualificar a população da região para que quando a empresa estiver pronta, os moradores do local tenham condições de ocupar os postos de trabalho”.

Friday, March 6, 2015

BRAZIL: Jackson recebe empresários que pretendem instalar fábrica de cimento

Sergipe é o maior produtor de cimento da região Nordeste, com a produção em 2013 de 3.300.000 toneladas

O presidente do Cimento Apodi, Adauto Farias, relatou ao governador Jackson Barreto análises dos estudos que possibilitarão a localização da planta cimenteira no município de Santo Amaro das Brotas

Com um R$ 1 bilhão a ser investido em Sergipe, a partir da implantação de uma indústria de cimento no estado, o Grupo M. Dias Branco/Apodi apresentou ao governador Jackson Barreto, nesta quarta-feira, 04, análises dos estudos que possibilitarão a localização da planta cimenteira no município de Santo Amaro das Brotas, distante 41 quilômetros de Aracaju.

Na audiência, o presidente do Cimento Apodi, Adauto Farias, o diretor operacional da empresa, Túlio Silva e o representante do Grupo M. Dias Branco em Sergipe, Guilherme Bevilaqua, informaram ao governador que foram identificados alguns obstáculos técnicos.

Jackson Barreto garantiu o empenho do Governo do Estado para buscar soluções que possibilitem a concretização do projeto da Companhia Industrial de Cimento Apodi, do grupo M. Dias Branco, que gerará, quando em pleno funcionamento, cerca de 500 empregos e 2 mil empregos durante o período de implantação.

“A direção do Grupo Apodi veio discutir conosco alguns obstáculos apresentados para exploração da matéria-prima necessária para o funcionamento da fábrica, o calcário. Nós não podemos perder um investimento desta proporção, uma empresa que vai empregar 2.000 pais e mães de famílias durante seu processo de instalação, e depois da inauguração vai gerar mais de 500 empregos em uma região como Santo Amaro das Brotas e toda aquela redondeza, uma localidade extremamente pobre e muito carente de emprego. Então, vamos trabalhar com o objetivo de afastar essas dificuldades que apareceram e buscar uma discussão técnica com as partes envolvidas. Estamos dispostos a dar o melhor dos nossos esforços no sentido que o processo continue e a fábrica seja implantada rapidamente”, disse o governador.

Em 2014, o Grupo Apodi deu início aos estudos de avaliação da jazida de calcário, localizada em Santo Amaro das Brotas, para tanto, o protocolo de intenções foi celebrado entre a empresa e o Governo de Sergipe, através da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec). Segundo Túlio Silva, até o momento, só nesta área de pesquisa já foram investidos pela Apodi cerca de R$ 2 milhões.

Para o presidente do Cimento Apodi, Adauto Farias, além dos empregos gerados, o grande benefício da instalação da fábrica no estado é a possibilidade de, através da ampla concorrência, baixar o preço do produto, que é um dos mais consumidos no mundo. “O melhor benefício com a chegada de uma fábrica desse tamanho é a possibilidade de o mercado baixar o preço do cimento, produto que é o segundo mais consumido no mundo, depois da água. O pobre, o rico, o Estado precisa do cimento para construir casas, obras públicas e a possibilidade de baratear esse produto beneficia a todos”, disse.

A reunião contou com a participação do vice-governador, Belivaldo Chagas, dos secretários de Estado da Sedetec, Francisco Dantas e do Meio Ambiente, Olivier Chagas; do superintendente executivo da Sedetec, Carlos Augusto Franco e do diretor presidente da Codise, Sérgio Reis.

Produção de cimento

Sergipe é o maior produtor de cimento da região Nordeste, com a produção em 2013 de 3.300.000 toneladas, apresentando uma alta de 7,5% em relação a 2012. O resultado expressa a grande importância deste segmento industrial no estado de Sergipe, que deverá crescer com a implantação de nova unidade do Grupo Brennand e com a ampliação das cimenteiras da Votorantim e Nassau, confirmando o estado na condição de maior produtor de cimento da região Nordeste.

A Brennand planeja construir uma unidade em Laranjeiras, um investimento de R$ 366 milhões. Já a Votorantim e a Nassau, do grupo João Santos, investem na expansão da produção. A Votorantim destinou R$ 72,2 milhões ao aumento da capacidade de sua fábrica em Laranjeiras, enquanto a Nassau investiu R$ 68 milhões na modernização da unidade em Nossa Senhora do Socorro. São investimentos superiores a R$ 500 milhões, com a geração de mais de 2.000 empregos diretos e indiretos.

O grupo Dias Branco

Contando com mais de meio século de existência, a M. Dias Branco S.A surgiu em 1936 a partir de um empreendimento de Manuel Dias Branco, uma padaria na cidade de Cedro, Ceará. Hoje, o Grupo possui 14 fábricas e 13 distribuidoras, onde são gerados cerca de 16.000 empregos diretos em diversos estados do Nordeste, inclusive em Sergipe, onde mantém operações de distribuição comercial.

O Grupo M. Dias Branco é uma empresa de capital aberto com ações listadas na Bovespa, com faturamento anual de mais de R$ 4 bilhões, figurando entre os maiores grupos empresariais do país, sendo o quarto maior fabricante de massas e sexto maior fabricante de biscoitos do mundo. Atualmente, o grupo é líder em fabricação de massas e biscoitos na América Latina. O Grupo atua nos segmentos de trigo, snacks, bolos, refino de óleo, gorduras, margarinas, cremes vegetais, biscoitos, bolachas, massas finas e massas populares. Tem negócios ainda no setor imobiliário e de hotelaria e um porto privado.

O Grupo M. Dias Branco associado ao Grupo Sarkis (SKS) é controlador da Companhia Industrial de Cimento Apodi, cuja sede está localizada em Fortaleza. Adria, Grande Moinho Aratu, Basilar, Grande Moinho Tambaú, Zabet, Moinho Dias Branco, GME, Grande Moinho Potiguar, Isabela, Fábrica Estrela, Fábrica Fortaleza, Vitarella, Pilar, Moinho Santa Lúcia são algumas das marcas associadas ao Grupo M. Dias Branco.

BRAZIL: Votorantim Industrial prevê manter nível de investimento

A Votorantim Industrial, maior conglomerado industrial do Brasil, espera manter em 2015 o patamar de investimento de cerca de 2,5 bilhões de reais aplicado em 2014 em suas operações, focando a expansão do grupo nas áreas de cimento no Brasil e em produção de zinco, atividade que inclui a peruana Milpo.

A companhia divulgou mais cedo lucro líquido de 581 milhões de reais para o quarto trimestre, revertendo prejuízo sofrido um ano antes.

No ano como um todo, o lucro foi de cerca de 1,7 bilhão de reais, sete vezes maior que o resultado obtido em 2013.

Em entrevista à Reuters nesta terça-feira, o presidente-executivo da Votorantim Industrial, João Miranda, afirmou que a empresa ganhou impulso com investimentos em ganhos de eficiência, além de preços de metais nos mercados internacionais mais favoráveis e impactos favoráveis do câmbio. Para 2015, a preocupação é "manter as operações competitivas, com cuidado enorme sobre os custos", disse Miranda.

Do total investido em 2014, 25 por cento foi para atividades de expansão do grupo, proporção que deve se manter este ano, disse o executivo, acrescentando que as áreas de crescimento da empresa em cimentos estão no Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Já em zinco, a companhia deve decidir este ano se ampliará a mina de Vazante, em Minas Gerais.

Miranda afirmou que, apesar do cenário de estagnação econômica do país, as vendas de cimento estão "bastante estáveis" no Brasil, mas não deu detalhes ou expectativa de vendas para este ano. Em 2014, a área de cimento da Votorantim Industrial elevou receita em 5 por cento, para 13 bilhões de reais, enquanto o volume vendido recuou 1 por cento, para 37,178 milhões de toneladas.

"O jogo não está jogado ainda. As vendas (de cimento) em autoconstrução, que chamamos de formiguinha, se mantêm bastante estáveis. Não há um sinal de que este ou aquele efeito poderá causar uma retração.

A gente, como todo ano, jogará com muita cautela", disse Miranda ao ser questionado sobre o impacto das medidas de ajuste fiscal promovidas pelo governo federal. A autoconstrução é o conceito usado para descrever obras promovidas por particulares, como construção ou reforma de uma casa.

O executivo comentou que apenas 7 por cento da receita da área de cimentos no Brasil é voltada para grandes obras de infraestrutura. Em razão disso, os potenciais efeitos da operação Lava Jato da Polícia Federal, que investiga denúncias de corrupção nas relações entre a Petrobras e grandes empreiteiras do país, serão mitigados no resultados total do grupo, explicou Miranda.

Segundo o executivo, o grupo continua trabalhando para reduzir ainda mais sua alavancagem, depois de encerrar 2014 com uma queda na relação de dívida líquida sobre lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) de 3,12 vezes para 2,32 vezes. Para a Votorantim Industrial, um nível confortável de endividamento é de 2 vezes.

O grupo fechou 2014 com uma posição de liquidez de 7,4 bilhões de reais, um crescimento de 12 por cento sobre 2013. A dívida líquida, enquanto isso, recuou 1,8 por cento, a 16,5 bilhões.

Energia


A empresa acumulou experiência na área de gestão de suas 33 hidrelétricas espalhadas pelo país e sua comercializadora de eletricidade é a sétima maior do país, disse o executivo.

"Analisamos uma expansão (dos negócios de energia) para além das áreas de metais e complementar necessidades de outras áreas de negócios. É uma área que nos sentimos confortáveis e que analisamos uma eventual expansão além dos metais, constituindo um negócio em si mesmo", afirmou.

"Quanto mais a gente se fortalece na ponta da comercialização, mais a gente avalia positivamente a possibilidade de expandir o lastro dessa comercialização, portanto uma geração de energia que não seria apenas para consumo próprio", acrescentou o presidente da Votorantim Industrial.

Nesse contexto, a companhia está "estudando muito" o setor de geração de energia eólica brasileiro, disse Miranda ao comentar sobre oportunidades de novos negócios para o grupo. A empresa já tem um forte portfólio de ativos complementares como aços longos e cimento, insumos usados nas torres eólicas.

"Haveria uma complementação muito interessante (da energia eólica) com a energia hídrica (...) mas ainda estamos numa fase de análise", ponderou.

BRAZIL: Cimento foi o segmento que mais cresceu em janeiro e fevereiro

As vendas do varejo de material de construção, no primeiro bimestre de 2015, ficaram no mesmo patamar do primeiro bimestre de 2014. Os dados são do estudo mensal realizado pelo Instituto de Pesquisas da Universidade Anamaco com o apoio da Abrafati, Instituto Crisotila Brasil, Anfacer, Afeal e Siamfesp. O levantamento ouviu 530 lojistas das cinco regiões do país entre os dias 24 a 27 de fevereiro e a margem de erro é de 4,3%.

De acordo com a pesquisa, cimento foi o segmento que mais cresceu no bimestre (4,5%), seguido por louças e metais sanitários (4%), tintas (3%), e revestimentos cerâmicos (2,5%).

Já o desempenho no mês de fevereiro ficou 6% abaixo do registrado em janeiro e, na comparação com fevereiro de 2014, a retração foi de 2%.

- Esse é um comportamento típico dessa época do ano, em função ainda do efeito férias, pagamento de IPTU e IPVA e do Carnaval. Fevereiro já é um mês mais curto, mas com o feriado de Carnaval ficou ainda menor. De qualquer forma, para nós é extremamente positivo que, mesmo com o feriado, ainda tenhamos mantido o mesmo desempenho do primeiro bimestre do ano passado. Alguns segmentos pesquisados, inclusive, apresentaram índices superiores ao do mesmo período de 2014 - declara Cláudio Conz, presidente da Anamaco.

Segundo ele, os lojistas estão otimistas para recuperar parte das vendas já no mês de março.

- No Brasil, o ano só começa depois do Carnaval e o Carnaval ficou em fevereiro. Justamente por isso, teremos um mês de março repleto de dias úteis, que já começa com dois dos principais evento do setor na América Latina - a Revestir (de 03 a 06 de março no Expo Transamérica) e a Feicon Batimat (de 10 a 14 de março no Anhembi) que, juntas devem movimentar mais de R$ 600 milhões em negócios entre as indústrias e os comerciantes - revela.

A expectativa da Anamaco é que o desempenho do setor no primeiro trimestre do ano fique 3% acima do registrado em 2014.

- Se isso se confirmar, manteremos nossa projeção de crescimento de 6% em 2015. Para isso, estamos contando com uma agenda positiva na qual a queda nas vendas registrada por setores importantes na economia em geral, como automóveis e viagens, deve nos beneficiar. Esses setores são nossos concorrentes diretos e têm uma influência muito grande no bolso do consumidor. Com a retração desses segmentos, temos uma movimentação muito intensa de bancos e financeiras querendo completar suas metas e redirecionando os financiamentos do grupo de automóveis e viagens para material de construção - afirma o presidente da Anamaco.

Tuesday, February 17, 2015

BRAZIL: Construtores visitam fábrica que diminuirá déficit de cimento no MA

Empresários dos sindicatos ligados à FIEMA conheceram a planta industrial, que tem capacidade para produzir 500 mil toneladas do produto por ano. A indústria foi inaugurada há um mês.

Uma comitiva de aproximadamente 20 empresários ligados à Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA) e liderada pelo presidente da entidade, Edilson Baldez das Neves, visitou a unidade fabril da Cimar – Cimentos do Maranhão S/A. Inaugurada há um mês na BR-135, em São Luís, a fábrica da marca Cimento Bravo tem capacidade e tecnologia para produzir 3.600 sacos de cimento por hora, totalizando 500 mil toneladas do produto por ano.

A unidade fabril pertence à Cimento Portland Participações – CPP, holding da Queiroz Galvão e Cornélio Brennand, e é a primeira de uma série de quatro empreendimentos previstos para serem construídos no Brasil nos próximos dez anos.

Da visita, participaram empresários maranhenses do setor da construção, tanto os filiados ao Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Estado do Maranhão (Sinduscon-MA) como ao Sindicato das Indústrias da Construção Pesada do Estado do Maranhão (Sincopem).

“Estamos conhecendo esta nova fábrica inaugurada em nosso estado, inclusive, acompanhados do empresariado da construção civil, que é quem consome esse produto, e ratificando o nosso apoio à empresa, de quem o Sistema FIEMA é parceiro desde o início da instalação, com a qualificação da mão de obra pelo SENAI”, afirmou Baldez.

O grupo foi recebido pelo diretor-presidente da Cimento Bravo, Rogerio Notare, acompanhado do gerente de Operações, Marcio Paolucci, e do gerente Comercial, Gileno de Oliveira.

Segundo informou o diretor-presidente da empresa, a Cimar comercializa cimento do tipo CPII-E-32, da marca Cimento Bravo desde sua inauguração em São Luís, em dezembro de 2014. Sua planta industrial está localizada em uma área de 18 hectares, às margens da BR-135 e próximo à Ferrovia Transnordestina e ao Porto do Itaqui, o que facilita a obtenção de matérias-primas e a distribuição. Atualmente a produção é direcionada ao pronto atendimento do mercado de São Luís e das demais cidades do Maranhão e chega também ao Piauí e ao Pará.

No processo de fabricação, a empresa reaproveita a escória proveniente da indústria siderúrgica de Açailândia, no sul do Maranhão. Este subproduto da fabricação de ferro-gusa é considerado um insumo estratégico fundamental para a competitividade do cimento e sua utilização tem efeitos positivos na preservação do meio ambiente. Além da escória, também são utilizados na fabricação do cimento, calcário, gesso (adquirido também do sul do Maranhão) e clínquer, que a empresa importa pelo Porto do Itaqui.

Para fazer a descarga do clínquer dos navios no porto do Itaqui, a Cimar é pioneira no Maranhão na utilização de moegas ecológicas, um equipamento desenvolvido aqui no Estado, que maximiza a eficiência nas operações, evitando desperdícios e reduzindo a emissão de particulados.

“A Cimento Bravo é uma indústria limpa e nossos custos operacionais estão em conformidade com rigorosos sistemas de qualidade e controle de emissão de particulados”, comentou Notare.

Para armazenagem do produto, a fábrica possui quatro silos com capacidade para 1500 toneladas cada um, totalizando 6 mil toneladas. A produção é entre 50 e 60 mil toneladas de cimento por mês e 3.600 sacos de cimento por dia.

Mercado

Segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria da Construção (SNIC), o Maranhão consumiu, somente em 2013, cerca de 1,5 milhão de toneladas de cimento no ano, mas a produção dentro do estado chegou próximo a 800 mil toneladas.

“Sabemos que o mercado do Maranhão vem sofrendo, sistematicamente, com a falta de cimento e com a implantação desta fábrica contribuímos positivamente para sanar esse déficit”, afirmou o diretor-presidente da empresa.

Atualmente, a Cimar gera 80 empregos diretos e mais de 300 indiretos, sendo 90% desses trabalhadores maranhenses, todos qualificados pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) para atuarem na unidade fabril.